Cuiabá, 15 de novembro de 2018

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DELAÇÃO PREMIADA

Ex-promotor cobrou R$ 3 milhões para empresário não ser preso pelo Gaeco e pela juíza Selma Arruda

Arquivo
Ex-promotor cobrou R$ 3 milhões para empresário não ser preso pelo Gaeco e pela juíza Selma Arruda

Fábio Galindo e ex-juíza Selma Arruda, em evento sobre combate à corrupção

ALEXANDRE APRÁ ALEXANDRE APRÁ

Jornalista, diretor do blog Isso É Notícia

O advogado Fábio Galindo recebeu R$ 3 milhões do empresário Allan Malouf, em troca de serviços de "blindagem" junto ao coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, promotor Marco Aurélio, e à ex-juíza e senadora eleita Selma Arruda, à época, titular da Vara de Combate ao Crime Organizado de Cuiabá. 

Galindo é ex-promotor de Justiça do Estado de Minas Gerais e ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso na gestão Pedro Taques (PSDB). A denúncia do recebimento da propina está contida no Volume 4 da delação premiada que Malouf firmou com a Procuradoria-geral da República, em Brasília.

Na semana passada, o ministro Marco Aurélio de Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), quebrou o sigilo do conteúdo das delações.

Na delação, ao qual o blog teve acesso, Allan Malouf narra que foi procurado por Galindo e que ambos conversaram em uma chácara, na presença de outro empresário, amigo de Malouf.

Ele diz que o ex-promotor relatou que ele precisaria de serviços de "blindagem". O empresário também diz que ele teria a seu favor a atuação de uma emissora de televisão da família Galindo.

Fábio Galindo disse a Malouf que era amigo próximo de Marco Aurélio, coordenador do Gaeco, e da juíza Selma. Segundo o empresário, a blindagem foi "vendida" também para seu irmão Marcelo Malouf, dono da Construtora São Benedito, uma das maiores em Mato Grosso.

Malouf também citou que a blindagem era para que "operações não viessem a ser deflagradas e prisões não viessem a ocorrer".

O empresário também relatou que Fabio Galindo frequentava a casa do empresário e descreveu horários e datas para a conferência da triangulação de antenas em registros de aparelho celular para confirmar suas informações.

Advogado de Maggi

Fabio Galindo também é advogado do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. No ano passado, ele tentou ter acesso a inquéritos sigilosos contra Blairo, mas os pedidos foram negados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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