Cuiabá, 20 de setembro de 2018

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TRT anula leilão fraudulento e Mauro Mendes perde empresa de mineração

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TRT anula leilão fraudulento e Mauro Mendes perde empresa de mineração

Mauro Mendes e Silval Barbosa eram sócios em mineradora, segundo revelou em delação premiada

ALEXANDRE APRÁ ALEXANDRE APRÁ

Jornalista, diretor do blog Isso É Notícia

A juíza Eleonora Alves Lacerda, da 5ª Vara da Justiça do Trabalho de Cuiabá, anulou, na semana passada, o leilão judicial da Mineração Salomão, atualmente Maney Mineração, que pertence ao empresário, ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao governo, Mauro Mendes (DEM).

Conforme o blog denunciou em 2013, todo o processo de venda da empresa realizada pelo Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso em 2009, oriundo de execuções trabalhistas, foi fraudado para direcionar a venda ao grupo empresarial de Mauro Mendes, através de seu sócio, Valdinei Mauro de Souza e de sua filha Jéssica Cristina de Souza.

A área de exploração mineral leiloada está localizada no distrito do Coxipó do Ouro e é conhecida como "Casa de Pedra".

Em sua delação premiada, o ex-governador Silval Barbosa também revelou que era sócio de Mauro na empresa de mineração, através de seu irmão, Antônio Barbosa, o "Toninho Barbosa".

Isso É Notícia/Arquivo

A mineração Casa de Pedra está localizada no Coxipó do Ouro, nas imediações do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães

A mineração Casa de Pedra está localizada no Coxipó do Ouro, nas imediações do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães

Hoje, às 14 horas, Mauro, seu sócio e outros três réus deverão ser interrogados pela Justiça Federal, em uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal (MPF), pelos mesmos fatos. O MPF fala, na ação, em um rombo de até R$ 700 milhões à União.

A sentença do TRT é um banho de água fria em Mauro, que moveu diversas ações contra o juiz tabalhista Paulo Brescovici, que atuava neste mesmo processo processo e a quem o ex-prefeito chegou a xingar de "vagabundo", em um programa de TV, após a sentença.

Mauro e seus advogados conseguiram afastar Brescovici, até então o titular da ação de anulação, sob justificativa de que ele não poderia exercer funções administrativas e judiciais ao mesmo tempo. À época, ele era juiz-auxiliar da Presidência do TRT.

Sentença de anulação

Segundo a nova sentença - que confirmou a sentença expedida por Brescovici, em 2013, todo o processo para a venda da empresa foi fraudado para que a venda fosse direcionada ao grupo empresarial de Mendes.

Eleonora afirmou que a penhora realizada pelo próprio juiz Luis Aparecido Torres - que perdeu o cargo pelas mesmas denúncias - foi completamente irregualar, tendo o próprio magistrado atuado como avaliador da mineradora para a venda.

A juíza afirmou ainda que a venda foi feita "às pressas" para que o esquema fosse implementado.

"Em resumo, todo o processo de constrição e expropriação durou pouco mais de um mês, em verdadeiro atropelamento ao devido processo legal", argumentou a magistrada, na sentença.

Ela também determinou que a Junta Comercial de Mato Grosso seja notificada para impedir novas mudanças no quadro societário da empresa.

Eleonora também oficiou o MPF para que tenha ciência da decisão e das "graves irregularidades constatadas".

CLIQUE AQUI e leia a sentença, na íntegra.

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Rafael Rezende

Rafael Rezende

Se seguir o “precedente”, o Luis Aparecido também vai ser contratado para dar aulas de processo do trabalho, na Fundação Escola do Ministério Público do Estado, n a turma da Carla Reita. Vergonha!
DIA 23.08.18 13h22RESPONDER
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