Cuiabá, 09 de dezembro de 2018

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ELEIÇÕES 2018

Pedro Taques aparece em lista de candidatos financiados por desmatadores

Assessoria
Pedro Taques aparece em lista de candidatos financiados por desmatadores

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Doadores que foram multados pelo Ibama por infrações ambientais financiaram com R$ 11,2 milhões campanhas de pelo menos 178 candidatos nestas eleições. Entre os financiados por desmatadores, estão o presidenciável Álvaro Dias (Podemos) e 15 candidatos ao governo – alguns deles lideram as intenções de votos em seus estados, como Antônio Anastasia (PSDB) e Fernando Pimentel (PT), em Minas Gerais, Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás, e Ratinho Júnior (PSD), no Paraná.

Na lista, Pedro Taques, candidato à reeleição ao governo de Mato Grosso, aparece como tendo recebido R$ 125 mil.

O levantamento foi feito pelo Ruralômetro, ferramenta desenvolvida pela Repórter Brasil, e considerou os doadores oficiais que constavam no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até o dia 1º de outubro. A relação foi cruzada com todas as pessoas físicas que constam na lista de embargados pelo Ibama.

Dos candidatos ao Senado que estão entre os financiados por desmatadores, destacam-se Renan Calheiros (MDB-AL), Cristovam Buarque (PPS-DF), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Irajá Abreu (PSD-TO) – filho de Kátia Abreu, candidata à vice-presidente na chapa com Ciro Gomes (PDT). Entre os deputados federais candidatos à reeleição, está Luiz Nishimori (PR-PR), que ganhou projeção como relator do projeto de lei que facilita a liberação de agrotóxicos.

 Os R$ 11,2 milhões doados até agora por desmatadores foram distribuídos para 31 dos 35 partidos políticos brasileiros. A legenda que lidera neste recebimento é o Solidariedade (SD), com R$ 2,7 milhões, seguido pelo PSD, com R$ 1,7 milhão. Em terceiro lugar está o PSL – partido do candidato líder nas pesquisas à Presidência da República, Jair Bolsonaro –, que já arrecadou R$ 1,6 milhão de infratores ambientais. Em quarto consta o PSDB, com R$ 1,4 milhão.

Dos candidatos à presidência, Álvaro Dias é o único na lista. O presidenciável recebeu R$ 50 mil de Gilson Mueller Berneck, fazendeiro que foi multado em 2008 por destruir florestas na Fazenda Santa Efigênia, em Juara, Mato Grosso.

Em seu programa de governo, Dias afirma que "o meio ambiente não pode ser negligenciado e desenvolvimentos tecnológicos devem ser utilizados para a sua preservação."

O senador informou, em nota, que "não conhece ou tem relação pessoal com o doador de campanha mencionado pela reportagem" e afirmou que "não há qualquer impedimento legal para a doação mencionada, uma vez que a mesma foi devidamente registrada junto ao TSE e cumpre a legislação eleitoral".

No entanto, Dias esteve reunido com Berneck em 19 de outubro de 2011, de acordo com a Federação das Indústrias do Paraná, para discutirem o novo código florestal e as reformas tributária, trabalhista e fiscal. Questionado sobre o encontro, o candidato à presidência voltou a informar que "não conhece ou tem relação com o doador mencionado".

Questionado pela reportagem, Berneck afirmou que adotou critérios pessoais para definir a quem doar. "Todas as doações eleitorais que fiz ocorreram dentro da lei e foram efetivadas dentro das minhas preferências e convicções particulares", disse.

Disputa ao governo 

Dos candidatos ao governo estadual que receberam doações de desmatadores com valor acima de R$ 50 mil, estão os mineiros Antonio Anastasia (R$ 105 mil)e Fernando Pimentel (R$ 100 mil), o brasiliense Rogério Rosso (R$ 789 mil), o mato-grossense Pedro Taques (R$ 125 mil), o goiano Ronaldo Caiado (R$ 50,5 mil) e o paranaense Ratinho Júnior (R$ 50 mil).

Em sua resposta, Pedro Taques destacou que, como ex-procurador da República e defensor dos dispositivos constitucionais, não pode condenar um potencial doador sem que esteja concluído o devido processo legal resultante da autuação. Afirmou ainda que, no Ministério Público, no Senado e no governo de Mato Grosso, sempre atuou para combater o trabalho escravo e os crimes ambientais. "Não compactuamos, não compactuaremos com ilícitos e seguiremos agindo com independência e obediência às leis", disse. (Najla Passos e Reinaldo Chaves)

Confira a íntegra da respota de Pedro Taques ao UOL:

Conforme a própria pergunta, os doadores da nossa campanha foram autuados pelos supostos crimes. Autuação é o ato inicial pelo qual se começa um processo judicial ou administrativo. Sendo ex-procurador da República e defensor dos dispositivos constitucionais, não posso condenar quem quer que seja antes de exercido o devido processo legal, que inclui o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Também no Ministério Público, tive a oportunidade de atuar firmemente combatendo o trabalho escravo e os crimes ambientais. No Congresso Nacional, como Senador da República, trabalhei nas duas causas, inclusive na discussão e aprovação do Novo Código Florestal.

No Governo de Mato Grosso também atuamos para combater os crimes contra as nossas florestas, para garantir o desenvolvimento do nosso Estado com sustentabilidade e inclusão social e, também, para assegurar aos trabalhadores condições dignas de trabalho. Não compactuamos, não compactuaremos com ilícitos e seguiremos agindo com independência e obediência às leis.

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