Cuiabá, 15 de novembro de 2018

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Preso por tortura em MT, delegado faz campanha para Bolsonaro, critica imprensa e compartilha 'fakenews'

Reprodução/Facebook
Preso por tortura em MT, delegado faz campanha para Bolsonaro, critica imprensa e compartilha 'fakenews'

Delegado Edison Pick, de Colniza, preso pelo Gaeco, nesta terça-feira, sob acusação de crimes de tortura

ALEXANDRE APRÁ ALEXANDRE APRÁ

Jornalista, diretor do blog Isso É Notícia

O delegado Edison Pick, da cidade de Colniza (extremo norte de Mato Grosso), é um cabo eleitoral do candidato à presidência da República de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) nas mídias sociais.

Nesta terça-feira (16), o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco-MT), prendeu o delegado e dois investigadores da Polícia Civil, sob acusação de crimes de tortura. Os mandados de prisão preventiva foram autorizados pela Justiça da cidade.

Em seu perfil no Facebook, o delegado declarou voto em Bolsonaro no último dia 12 de outubro e usa uma bandeira do Brasil em sua foto de capa.

Ele também se posiciona contra a maconha, em texto em que dizer fazer parte da "turma que nunca fumou e não sente vontade de fumar maconha".

Edison também se mostra religioso.

Em postagem de outubro de 2013, ele compartilhou uma imagem de Nossa Senhora. "Vai na frente maenzinha (sic) e destranca todas as portas!!!!!", comentou.

O delegado também critica a imprensa.

Em postagem feita em outubro, Pick escreveu que mora em um País onde a candidatura de um general a vice-presidente preocupa toda a imprensa, mas a de um presidiário, não. O post é uma clara referência às candidaturas de Jair Bolsonaro (PSL) e Lula (PT), cuja candidatura foi impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fakenews do "açaí com chulé"

Em suas postagens, o delegado também fez publicações de fakenews. Em agosto, por exemplo, ele compartilhou um vídeo, onde mulheres aparecem pisando com os pés em uma pasta roxa naquilo que se diz ser "açaí com chulé". Nas supostas imagens, um homem aparece ensacando aquilo que seria o processo de produção do açaí.

Curiosamente, o vídeo foi postado originalmente por um página chamada "Fatos Policiais".

Na verdade, as imagens foram feitas na Indonésia e mostram uma criação de "vermes" para alimentação de peixes. A fakenews já foi desmentida por diversas agências de checagem, inclusive, pelo G1, que localizou os autores do vídeo.

Confira alguns posts do delegado no Facebook:

Reprodução/Facebook

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